Eu escrevo
seguindo esse pensamento, se eu penso dessa forma, alguém em algum lugar deve
pensar assim também. Se não, o que os outros pensariam desse pensamento? Iriam
concordar (dificilmente)? Discordar? Ter raiva e tentar me condenar aos
infernos por ir completamente contra ao que eles pensam (soa mais razoável)?
Encontro-me,
no entanto, em uma espécie de dilema, existe uma história que eu tento fazer, tenho
ideias que quero falar, personagem que gritam para abandonar minha mente, mas
essa história cresceu, assim como eu, ela parece me acompanhar com o tempo. E
por isso, o enredo que eu havia criado já não serve mais, ele se tornou
limitado e mal consegue murmurar o que eu tenho a dizer.
A história é
sobre um rapaz que é um dos ceifeiros, no mundo em que ele existe (ou seja, na
minha cabeça) há mais de um ceifador sinistro vagando sobre a terra, e todos são
pessoas vivas. E por algum motivo, esse rapaz é forçado a entrar em uma vida
normal, that much I’m sure of, mas os motivos que eu havia criado para isso
acontecer não fazem mais jus a história que eu tenho a contar.
Acabei
percebendo que eu ainda não sou uma escritora boa o suficiente para dar cargo
dessa história. Mesmo eu realmente querendo contá-la, os personagens são meus
companheiros a vários anos e eles merecem uma história, e merecem uma história
bem contada.
O dilema está
em escrevê-la ou não, eu vou re-planejá-la, criar o enredo, mostrar o
que precisa ser contado... e meu Deus como ela coça pra sair de minha mente!

Meu Deus... Você entende. Acontece o tempo todo com a minha história e a de Carol... Nós queremos escrevê-la e os personagens ficam clamando por liberdade dentro de nossa cabeça há tantos anos e ainda assim... Temos tanto o que pensar ainda! Tanto o que melhorar! Coisas que antes pareciam adequadas, a melhor solução, hoje não servem mais... E assim ela continua, como A História, sem nome, sem fim, sem começo...
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