terça-feira, 14 de agosto de 2012

Elizabeth Cochrane: pen warrior


Estou tentando realmente começar um blog, dessa vez vou me cobrar de verdade, afinal é uma coisa minha que eu vou produzir e “guardar” como lembrança.

Acho sempre interessante pesquisar sobre mulheres revolucionárias, pessoas revolucionarias de modo geral são bastante complexas, pelas suas ideias e ações, mas mulheres  com pensamento a frente da época me inspiram mais profundamente. Por toda a coragem e segurança que elas demonstraram em fazer o que queriam, e não o que se era esperado que fizessem. A história de uma dessas mulheres apareceu em minha frente há algumas semanas atrás.

Enquanto estava  na internet fazendo basicamente nada, vi um texto curto no blog de Neil Gaiman (http://neil-gaiman.tumblr.com/) sobre uma jornalista chamada Nellie Bly.

File:Nellie Bly 2.jpg
Elizabeth Jane Cochrane (seu nome de batismo) nasceu no dia 5 de Maio de 1864, na cidade de Cochran Mill na Pensilvânia, terceira filha de Michael e Many Jane Cochran. Seu pai morreu logo após de mudar sua família para Apollo, Pensilvânia, quando Cochran tinha ainda 5 anos, ela educou a si mesma pela livraria particular e anotações de seu pai. Tendo que sustentar sua família com uma mesada retraída, sua mãe casou-se com Jonh Jackson Ford em 1873. Mas após anos de abuso, Mary Jane conseguiu o divórcio com a ajuda do testemunho de Elizabeth. Cochran foi educada na Methodist Episopal Church em Apollo, mudou seu nome para “Cochrane” quando tentara ingressar na Indiana State Normal School em Indiana, para torna-se professora. Mas devido a problemas financeiros, largou os estudos e mudou-se com a família para Allegheny City.

Quando escreveu uma resposta criticando uma coluna do Pittssburgh Dispatch de Erasmus Wilson, artigo o qual falava da inabilidade das mulheres em executar seu papel como donas de casa, e criticava a contratação de mulheres em escritórios e outras firmas, Cochrane foi contratada por George Madden como a primeira mulher repórter do jornal. Ele a convenceu a usar o pseudônimo de “Nellie Bly” da música de Stephen Collins Foster. Sua falta de educação formal mostrou-se bastante modelável ao jornalismo, deixando passar opiniões pessoais e caracterizações detalhadas.

Seus artigos perturbavam donos de fabricas e oficial públicos tanto que Conchrane foi posicionada para fazer colunas em moda e sociedade, que provocaria menos controvérsia. Ela demitiu-se como repórter em tempo integral para tomar uma carreira de autônoma, escrevendo sobre suas experiências para o Pittsburgh Dispatch enquanto viajava com sua mãe para o México.

Ela foi deportada do México em Junho de 1886, devido as suas críticas sociais sobre a falta de igualdade e de flexibilidade do governo.   

Mudou-se para Nova York onde se juntou ao Joseph Pulitzer do New York World, o que a estabeleceu como jornalista global no fim de 1887. Conchrane voluntariou-se para internar-se no Asilo para mulheres com problemas mentais, sobre o nome de Nellie Brown. Ela reportou as condições precárias e comportamento abusivo que os pacientes passavam. Conchrane realizou vários trabalhos que necessitaram o uso de disfarces, mas seu trabalho mais ambicioso foi uma viagem ao redor do mundo como no romance de Jules Verne, Volta ao mundo em oitenta dias. Ela chegou a conhecer o próprio Verne durante sua passagem pela França.

 Chegou em Nova York em janeiro de 1890, após 72 dias de viagem. No entanto não recebeu nenhuma recompensa pelo seu esforço.  Tomou então uma breve pausa para ensinar e voltou ao jornal em 1893. Entrevistou a anarquista Emma Goldman e o socialista Eugene Debs.

Ela deixou o New York World, e trabalhou para o Chicago Time-Herald por seis semanas antes de se casar com Robert Livingston Seaman, milionário de industria de 72 anos da Iron Clad Manufacturing Company, em abril de 1895. Cochrane teve desavenças com a família e os sócios de seu esposo. Voltou a trabalhar para o New York World focando majoritariamente nos problemas que mulheres enfrentavam, cobrindo eventos como o National Woman Suffrage em Washington e entrevistas com mulhres como Susan B. Anthony, que sugeria que mulheres pudessem lutar na guerra entre os EUA e México.

Depois disso ela tomou uma pausa de 16 anos, seu marido morreu em 1904 e ela ajudou a correr a  sua companhia e fundou, eventualmente a American Steel Barrel Company, que marcou como a primeira companhia do gênero na América.

Em 1914 ela viajou para a Áustria depois de problemas financeiros devido a herança de seu falecido esposo, juntamente com a apropriação de sua empresa. De lá ela reportou para o New York Evening Journal os acontecimentos da Grande Guerra que estourara pouco depois de sua chegada. Sua simpatia pelo povo austríaco e seu chamado por ajuda eventualmente gerariam problemas em seu retorno aos Estados Unidos em 1919, uma vez que os EUA declararam guerra contra eles.

Ao fim da guerra sem mais fundos, Conchran escreveu colunas de ajuda para o Evening Journal, permaneceu forte ao seu ativismo e ajuda aos órfãos e aos pobre. Suas colunas não chamavam mais tanta atenção, uma vez que mais mulheres eram contratadas como jornalistas. Morreu de pneumonia em 1922.
Elizabeth Cochrane permaneceu conhecida como uma das primeiras reportes investigativas, por suas histórias durante sua internação no asilo, sua defesa contra sociedade abusiva, suas viagens.

Seus trabalhos foram documentos nestes livros:
Ten Days in a Mad-house; or, Nellie Bly’s Experience on Blackwell's Island. Feigning Insanity in Order to Reveal Asylum Horrors. New York: N.L. Munroe, 1887.
Six Months in Mexico. New York: J.W. Lovell, 1888.
The Mystery of Central Park: A Novel. New York: G.W. Dillingham, 1889.
Nellie Bly's Book: Around the World in Seventy-Two Days. New York: Pictorial Weeklies, 1890.

Texto baseado na biografia preparada de Matthew Lavelle

Um comentário:

  1. Muito interessante! Parece mesmo ter sido uma grande mulher :), procurarei depois por textos escritos por ela!

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