quinta-feira, 30 de agosto de 2012

White Blank Pages



Qual o sentido de se escrever uma história? De contar uma história, ou acontecimentos reais, mesmo aqueles mais comuns do cotidiano? Eu acredito que seja por querer seu ponto de vista ouvido, não que sua opinião seja aceita, ou sequer respeitada, apenas para que esteja visível somente à você ou a todos que queria mostrar.
Eu escrevo seguindo esse pensamento, se eu penso dessa forma, alguém em algum lugar deve pensar assim também. Se não, o que os outros pensariam desse pensamento? Iriam concordar (dificilmente)? Discordar? Ter raiva e tentar me condenar aos infernos por ir completamente contra ao que eles pensam (soa mais razoável)?
Encontro-me, no entanto, em uma espécie de dilema, existe uma história que eu tento fazer, tenho ideias que quero falar, personagem que gritam para abandonar minha mente, mas essa história cresceu, assim como eu, ela parece me acompanhar com o tempo. E por isso, o enredo que eu havia criado já não serve mais, ele se tornou limitado e mal consegue murmurar o que eu tenho a dizer.
A história é sobre um rapaz que é um dos ceifeiros, no mundo em que ele existe (ou seja, na minha cabeça) há mais de um ceifador sinistro vagando sobre a terra, e todos são pessoas vivas. E por algum motivo, esse rapaz é forçado a entrar em uma vida normal, that much I’m sure of, mas os motivos que eu havia criado para isso acontecer não fazem mais jus a história que eu tenho a contar.
Acabei percebendo que eu ainda não sou uma escritora boa o suficiente para dar cargo dessa história. Mesmo eu realmente querendo contá-la, os personagens são meus companheiros a vários anos e eles merecem uma história, e merecem uma história bem contada.
O dilema está em escrevê-la ou não, eu vou re-planejá-la, criar o enredo, mostrar o que precisa ser contado... e meu Deus como ela coça pra sair de minha mente!

Um comentário:

  1. Meu Deus... Você entende. Acontece o tempo todo com a minha história e a de Carol... Nós queremos escrevê-la e os personagens ficam clamando por liberdade dentro de nossa cabeça há tantos anos e ainda assim... Temos tanto o que pensar ainda! Tanto o que melhorar! Coisas que antes pareciam adequadas, a melhor solução, hoje não servem mais... E assim ela continua, como A História, sem nome, sem fim, sem começo...

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