Estou tentando realmente começar
um blog, dessa vez vou me cobrar de verdade, afinal é uma coisa minha que eu
vou produzir e “guardar” como lembrança.
Acho sempre interessante pesquisar
sobre mulheres revolucionárias, pessoas revolucionarias de modo geral são
bastante complexas, pelas suas ideias e ações, mas mulheres com pensamento a frente da época me inspiram
mais profundamente. Por toda a coragem e segurança que elas demonstraram em
fazer o que queriam, e não o que se era esperado que fizessem. A história de
uma dessas mulheres apareceu em minha frente há algumas semanas atrás.
Enquanto estava na internet fazendo basicamente nada, vi um
texto curto no blog de Neil Gaiman (
http://neil-gaiman.tumblr.com/) sobre uma jornalista
chamada Nellie Bly.
Elizabeth Jane Cochrane (seu nome
de batismo) nasceu no dia 5 de Maio de 1864, na cidade de Cochran Mill na Pensilvânia,
terceira filha de Michael e Many Jane Cochran. Seu pai morreu logo após de
mudar sua família para Apollo, Pensilvânia, quando Cochran tinha ainda 5 anos,
ela educou a si mesma pela livraria particular e anotações de seu pai. Tendo
que sustentar sua família com uma mesada retraída, sua mãe casou-se com Jonh
Jackson Ford em 1873. Mas após anos de abuso, Mary Jane conseguiu o divórcio
com a ajuda do testemunho de Elizabeth. Cochran foi educada na Methodist
Episopal Church em Apollo, mudou seu nome para “Cochrane” quando tentara
ingressar na Indiana State Normal School em Indiana, para torna-se professora.
Mas devido a problemas financeiros, largou os estudos e mudou-se com a família
para Allegheny City.
Quando escreveu uma resposta
criticando uma coluna do Pittssburgh Dispatch de Erasmus Wilson, artigo o qual
falava da inabilidade das mulheres em executar seu papel como donas de casa, e
criticava a contratação de mulheres em escritórios e outras firmas, Cochrane
foi contratada por George Madden como a primeira mulher repórter do jornal. Ele
a convenceu a usar o pseudônimo de “Nellie Bly” da música de Stephen Collins
Foster. Sua falta de educação formal mostrou-se bastante modelável ao jornalismo,
deixando passar opiniões pessoais e caracterizações detalhadas.
Seus
artigos perturbavam donos de fabricas e oficial públicos tanto que Conchrane
foi posicionada para fazer colunas em moda e sociedade, que provocaria menos
controvérsia. Ela demitiu-se como repórter em tempo integral para tomar uma
carreira de autônoma, escrevendo sobre suas experiências para o Pittsburgh
Dispatch enquanto viajava com sua mãe para o México.
Ela foi deportada do México em Junho
de 1886, devido as suas críticas sociais sobre a falta de igualdade e de flexibilidade
do governo.
Mudou-se para Nova York onde se
juntou ao Joseph Pulitzer do New York World, o que a estabeleceu como
jornalista global no fim de 1887. Conchrane voluntariou-se para internar-se no
Asilo para mulheres com problemas mentais, sobre o nome de Nellie Brown. Ela
reportou as condições precárias e comportamento abusivo que os pacientes
passavam. Conchrane realizou vários trabalhos que necessitaram o uso de disfarces,
mas seu trabalho mais ambicioso foi uma viagem ao redor do mundo como no
romance de Jules Verne, Volta ao mundo em oitenta dias. Ela chegou a conhecer o
próprio Verne durante sua passagem pela França.
Chegou em Nova York em janeiro de 1890, após
72 dias de viagem. No entanto não recebeu nenhuma recompensa pelo seu
esforço. Tomou então uma breve pausa
para ensinar e voltou ao jornal em 1893. Entrevistou a anarquista Emma Goldman
e o socialista Eugene Debs.
Ela deixou o New York World, e
trabalhou para o Chicago Time-Herald por seis semanas antes de se casar com Robert
Livingston Seaman, milionário de industria de 72 anos da Iron Clad
Manufacturing Company, em abril de 1895. Cochrane teve desavenças com a família
e os sócios de seu esposo. Voltou a trabalhar para o New York World focando majoritariamente
nos problemas que mulheres enfrentavam, cobrindo eventos como o National Woman
Suffrage em Washington e entrevistas com mulhres como Susan B. Anthony, que sugeria
que mulheres pudessem lutar na guerra entre os EUA e México.
Depois disso ela tomou uma pausa
de 16 anos, seu marido morreu em 1904 e ela ajudou a correr a sua companhia e
fundou, eventualmente a American Steel Barrel Company, que marcou como a
primeira companhia do gênero na América.
Em 1914 ela viajou para a Áustria
depois de problemas financeiros devido a herança de seu falecido esposo,
juntamente com a apropriação de sua empresa. De lá ela reportou para o New York
Evening Journal os acontecimentos da Grande Guerra que estourara pouco depois
de sua chegada. Sua simpatia pelo povo austríaco e seu chamado por ajuda
eventualmente gerariam problemas em seu retorno aos Estados Unidos em 1919, uma
vez que os EUA declararam guerra contra eles.
Ao fim da guerra sem mais fundos,
Conchran escreveu colunas de ajuda para o Evening Journal, permaneceu forte ao
seu ativismo e ajuda aos órfãos e aos pobre. Suas colunas não chamavam mais
tanta atenção, uma vez que mais mulheres eram contratadas como jornalistas. Morreu
de pneumonia em 1922.
Elizabeth Cochrane permaneceu
conhecida como uma das primeiras reportes investigativas, por suas histórias
durante sua internação no asilo, sua defesa contra sociedade abusiva, suas
viagens.
Seus trabalhos foram documentos nestes
livros:
Ten Days in a
Mad-house; or, Nellie Bly’s Experience on Blackwell's Island. Feigning Insanity
in Order to Reveal Asylum Horrors. New York: N.L. Munroe, 1887.
Six Months in Mexico. New
York: J.W. Lovell, 1888.
The Mystery of
Central Park: A Novel. New York: G.W. Dillingham, 1889.
Nellie Bly's Book:
Around the World in Seventy-Two Days. New York:
Pictorial Weeklies, 1890.
Texto baseado na biografia preparada de Matthew Lavelle